16 de janeiro de 2015

Mapa da NASA mostra impactos de asteróides na Terra

   
    Os pontos em laranja são eventos registrados durante o dia, enquanto os pontos azuis são eventos registrados à noite.
    A NASA divulgou um mapa mostrando o impacto de asteroides na Terra. A quase totalidade deles era de pequeno porte, entre 1 e 20 metros de diâmetro, desintegrando-se ao entrar em contato com a atmosfera, gerando apenas um meteoro (o fenômeno luminoso, também conhecido como estrela cadente) sem que nenhum meteorito chegasse ao solo. O mapa contém os dados disponíveis de 1994 a 2013, somando 556 eventos - o mapa não cobre todos os impactos de asteroides contra a atmosfera da Terra, mas apenas aqueles detectados pelos sistemas de rastreamento. Os dados revelam que os impactos se distribuem aleatoriamente ao redor de todo o globo, com poucas áreas menos atingidas - como o Brasil. 
    Em cada um dos casos a dimensão do ponto é proporcional ao brilho do meteoro, a energia óptica irradiada, medida em bilhões de Joules, que é então convertida em energia total do impacto. Por exemplo, o menor ponto representado no mapa equivale a 1 bilhão de Joules (1 GJ), que pode ser expressa em termos de uma energia de impacto de 5 toneladas de dinamite. 
    Da mesma forma, os pontos representando 100, 10.000 e 100.000 GJ correspondem a energias de impacto de 300, 18.000 e 1.000.000 de toneladas de dinamite, respectivamente. O maior evento registrado em todo o período corresponde ao meteoro de Chelyabinsk, que explodiu sobre a Rússia em 15 de Fevereiro de 2013, com uma energia calculada entre 440.000 e 500.000 toneladas de dinamite - calcula-se que o asteroide tinha cerca de 20 metros de diâmetro, sendo o maior registrado no mapa.

Fonte: Inovação Tecnológica

15 de janeiro de 2015

Todos os outros planetas do sistema solar caberiam no espaço entre a Terra e a Lua


  
Aqui está um fato interessante que você talvez nunca imaginou ou parou para pensar: dá para colocar todos os 7 outros planetas do sistema solar no espaço que há entre a Terra e a Lua. A distância máxima entre a Terra e seu satélite é de 405.500 km. O diâmetro equatorial de Mercúrio é 4.879 km, Vênus tem 12.104 km, Marte 6.792 km, Júpiter 142.984 km, Saturno 120.536 km, Urano 51.118 km e Netuno 49.528 km. Somando tudo, dá 387.941 km. Claro que esta conta só funciona perto do apogeu lunar porque, em média, a distância entre a Terra e a Lua é de 384.400 km. No perigeu, a Lua está a “meros” 363.300 km. Aposto que você não sabia que cabia tanta coisa entre a Lua e a Terra.

Fonte: Hypescience

Astronautas da Estação Espacial encontram vida no vácuo


    Traços de plâncton e outros micro-organismos foram encontrados vivendo no exterior da Estação Espacial Internacional, de acordo com autoridades espaciais russas. A questão é: como eles foram parar lá? Ou, melhor, como eles sobreviveram ao passeio? Segundo os especialistas, o plâncton não foi dar uma voltinha no espaço no lançamento da nave, pois simplesmente não existem plânctons de onde os módulos russos da estação foram lançados – a teoria mais forte até agora é que eles tenham sido soprados por correntes de ar na Terra.
    Incrivelmente, os minúsculos organismos foram capazes de sobreviver no vácuo do espaço, apesar das baixas temperaturas, da falta de oxigênio e da radiação cósmica. A descoberta foi feita durante uma caminhada espacial de rotina pelos cosmonautas russos Olek Artemyez e Alexander Skvortsov, que estavam lançando nanosatélites no espaço. Após os lançamentos, eles usaram lenços para polir a superfície das janelas – também conhecidas como iluminadores – no segmento russo da estação quando decidiram analisar a sujeira que estava lá. Surpreendentemente, encontraram a presença de plâncton e outros micro-organismos usando equipamentos de alta precisão.
    “Os resultados são absolutamente únicos”, afirma o chefe da missão orbital russa, Vladimir Solovyev. “Nós encontramos vestígios de plâncton marinho e partículas microscópicas na superfície do iluminador. Isso deve ser estudado”, sugere. O plâncton não é natural de Baikonur, no Cazaquistão, de onde os módulos russos da estação decolaram. Solovyev não está absolutamente certo como essas partículas microscópicas podem ter aparecido na superfície da estação espacial. Ele acha que eles podem ter sido “elevados” até a estação, a uma altitude de 420 quilômetros. “Plâncton nestes estágios de desenvolvimento podem ser encontrados na superfície dos oceanos. Isso não é típico de Baikonur. Isso significa que existem algumas correntes de ar que chegam à estação e se instalam em sua superfície”, sugere. A Nasa ainda não comentou se resultados semelhantes foram encontrados no passado.

Fonte: Hypescience

20 de março de 2014

As Galáxias Antenas em Colisão


    Duas galáxias estão se unindo na constelação do Corvus, e acima está a mais recente imagem desse encontro. Quando duas galáxias colidem, as estrelas que compõem essas galáxias normalmente não se chocam. Isso porque as galáxias são na sua maioria formadas por espaços vazios, e, apesar de serem brilhantes, as estralas só representam uma pequena porção do espaço das galáxias.
    Durante a vagarosa colisão que dura centenas de milhões de anos, uma galáxia pode destruir a outra gravitacionalmente, e o gás e a poeira comum a ambas as galáxias então colidem. Nesse choque de titãs, pilares de poeira escura marcando massivas nuvens moleculares são comprimidos durante o encontro galáctico, gerando o rápido nascimento de milhões de estrelas, algumas das quais se mantêm gravitacionalmente unidas em massivos aglomerados de estrelas.
                                                              
 Fonte: apod.nasa.gov

Voyager 1


   
A Voyager 1 possui um detector de raios cósmicos, um magnetômetro, um detector de ondas de plasma, e um detector de partículas de baixa energia, todos ainda operacionais. Para além destes equipamentos, possui um espectrômetro de ondas ultravioleta e um detector de ventos solares, já fora de operação. Para além deste equipamento, a sonda carrega consigo um disco (e a respectiva agulha) de cobre revestido a ouro, contendo uma apresentação para outras civilizações, com 115 imagens (onde estão incluídas imagens do Cristo Redentor no Brasil, a Grande Muralha da China, pescadores portugueses, entre outras), 35 sons naturais (vento, pássaros, água, etc.) e saudações em 55 línguas, incluindo em língua portuguesa, feita por Portugal e pelo Brasil. Foram também incluídos excertos de música étnica, de obras de Beethoven e Mozart, e "Johnny B. Goode" de Chuck Berry. Atualmente, a Voyager 1 é o mais distante objeto feito pelo homem a partir da Terra, viajando fora do planeta e distanciando-se do Sol a uma velocidade relativamente mais rápida que qualquer outra sonda.

Fonte: Cosmos

22 de outubro de 2013

VY Canis Majoris - Uma das maiores estrelas conhecidas pelo homem


VY Canis Majoris é uma das maiores estrelas conhecidas pelo homem (considerando o raio, porém há controversas). Esta estrela Hipergigante vermelha, encontrada na constelação de Canis Major, estima-se ter um raio de pelo menos 1420 (1420 vezes o raio do sol) porém alguns cientistas acreditam que seja apenas de 600 vezes e sua massa é de aproximadamente 17 vezes. Embora não seja a mais luminosa entre todas as estrelas conhecidas, ele ainda está entre as “top 50″. Se VY Canis Majoris fosse colocada no lugar do sol em nosso sistema solar, ela se estenderia até a órbita de Júpiter.

Fonte: Cienciasetecnologia

Elenin descobre asteróide de 1 km próximo da Terra

   

Leonid Elenin é um astrônomo amador russo que se dedica à descoberta de cometas e asteróides. Ele ficou mundialmente famoso em 2011 devido à descoberta do cometa que recebeu o seu nome: cometa Elenin. Agora descobriu um asteróide com cerca de 1 km de diâmetro. É um enorme asteróide, que tem uma órbita que o traz para relativamente perto da Terra. No entanto, fiquem descansados, não vai bater aqui nos próximos milhões de anos. Se batesse, acabaria com parte da Humanidade. O asteróide recebeu o nome 2013 TB80.

Fonte: AstroPT

13 de outubro de 2013

A nebulosa da bolha e o aglomerado M52


   Para o olho, essa composição cósmica equilibra bem a Nebulosa da Bolha, na parte inferior esquerda com o aglomerado estelar aberto M52, acima dela e a direita. No entanto em outras escalas o par seria desigual. Integrada num complexo de gás e poeira interestelar e soprada por ventos de uma única estrela massiva do Tipo-O, a Nebulosa da Bolha, também conhecida como NGC 7635, tem somente 10 anos-luz de largura. Por outro lado, o aglomerado M52 é um rico aglomerado aberto que possui por volta de mil estrelas. O aglomerado possui aproximadamente 25 anos-luz de diâmetro. Observados na direção da borda norte da constelação de Cassiopeia, a estimativa de distância associada para a Nebulosa da Bolha e para o complexo de nuvem associado é de aproximadamente 11000 anos-luz, enquanto que o aglomerado M52 localiza-se a aproximadamente 5000 anos-luz de distância. O vasto campo telescópico de visão se espalha por cerca de dois graus no céu, ou quatro vezes o tamanho aparente da Lua Cheia.

Fonte: Cienctec

Os intrigantes glóbulos cometários


   Anéis brilhantes e formas fluidas se juntam perto do centro desse rico campo estelar na direção da fronteira das constelações do sul Pupis e Vela. Composta de gás e poeira interestelar, o agrupamento de glóbulos cometários com tamanho na escala do ano-luz, está localizado a aproximadamente 1.300 anos-luz de distância da Terra. A luz ultravioleta energética de estrelas quentes próximas tem moldado os glóbulos e ionizado seus anéis brilhantes. Os glóbulos também fluem para longe da remanescente de supernova da Vela que pode ter influenciado nas formas varridas das estruturas observadas. Dentro deles, núcleos de gás frio e poeira estão provavelmente se colapsando para formar estrelas de pouca massa, cuja formação no final fará com que os glóbulos se dispersem. De fato, o glóbulo cometário CG30 (a parte superior direita do grupo), ostenta um pequeno brilho avermelhado perto de sua cabeça, um sinal dos jatos energéticos de uma estrela nos seus estágios iniciais de formação. 

Fonte: Cienctec

12 de outubro de 2013

O que é a matéria escura?


    No modelo cosmológico aceito pela comunidade científica, o Universo é composto por energias e partículas que interferem na gravidade, expansão e aceleração do espaço. Acredita-se que 73% da densidade se constitui de energia escura, que teria o efeito de pressão negativa sobre o Universo; e 23% de matéria escura, que hipoteticamente tem efeitos gravitacionais em matérias visíveis. Por ser completamente invisível para telescópios e por não emitir luz nem radiação eletromagnética, a matéria escura é extremamente difícil de ser estudada. Os cientistas especulam que ela seja composta de partículas subatômicas diferentes daquelas das matérias visíveis, mas seu efeito gravitacional é perceptível nos movimentos de galáxias e estrelas. Um dos principais recursos para o estudo da matéria escura é o projeto AMS (Alpha Magnetic Spectrometer) na Estação Espacial Internacional, que coleta dados sobre o fluxo de raios cósmicos na órbita da Terra.

                                                                             Fonte: Megacurioso

O encontro entre o cometa LINEAR e a galáxia NGC 2997


   A bela imagem acima mostra o cometa C/2012 V2, também conhecido como LINEAR passando perto da galáxia espiral brilhante NGC 2997, na constelação do céu do sul de Antila a Bomba de Ar no dia 29 de Setembro de 2013. No momento o cometa estava a 17 minutos-luz de distância da Terra e a galáxia a 38 milhões de anos-luz de distância de nós. A foto acima foi feita com um telescópio refrator de 4.3 polegadas em f/5.6, com uma câmera CCD SBIG STL-11000. A imagem foi capturada por meio de um filtro LRGB, com exposições de 15, 2, 2, e 2 minutos respectivamente, às 18:19 UT do dia 29 de Setembro de 2013, por Damian Peach, desde Hampshire, na Inglaterra. 

Fonte: Cienctec

O universo é curvo ou achatado?


       Um novo estudo de cosmólogos da Universidade de Edimburgo (Reino Unido) afirma que o universo pode ser ligeiramente curvo, de forma semelhante a uma sela. Se o seu modelo estiver correto, derrubaria a antiga crença de que o universo é plano. Em 2004, medições do fundo cósmico de micro-ondas (CMB, na sigla em inglês) feitas pela Sonda Wilkinson de Anisotropia de Micro-ondas da NASA captaram os primeiros sinais de uma assimetria do universo. Alguns especialistas, no entanto, se perguntaram se o achado não poderia ser um erro sistemático, que seria corrigido quando a nave sucessora, a sonda espacial Planck da Agência Espacial Européia, mapeasse o CMB novamente com maior precisão. Os resultados de Planck, anunciados no início deste ano, confirmaram a anomalia. Na tentativa de explicar esses resultados, os pesquisadores Andrew Liddle e Marina Cortês criaram uma teoria consistente com os novos dados. Eles propuseram um modelo de inflação cósmica – um período hipotético de rápida expansão logo após o Big Bang em que o universo cresceu por várias ordens de magnitude em uma pequena fração de segundo. A teoria mais simples da inflação dita que o universo é plano e que a sua expansão foi acionada por um campo quantum único, denominado “inflaton”. 
   Neste modelo, inflaton tem duas funções: desencadear a hiperexpansão e gerar as flutuações de densidade minúsculas que ampliaram para tornar-se as sementes das galáxias. Essa versão da inflação, porém, não pode ser responsável pela assimetria do universo, exceto se esta for um acaso estatístico – semelhante a, por exemplo, uma moeda verdadeira dar cara muitas vezes mais do que coroa em 1.000 tentativas. Segundo os cientistas, se as anomalias do CMB não forem um acaso estatístico, poderiam oferecer uma janela sem precedentes sobre a estrutura detalhada do início do universo. Em seu estudo, publicado esta semana na Physical Review Letters, Liddle e Cortês “brincam” com a teoria da inflação. Como muitos teóricos antes deles, os pesquisadores invocam um segundo campo quântico – o “curvaton” – para definir as flutuações de densidade primordiais no universo jovem, restringindo o inflaton a conduzir apenas a hiperexpansão. O campo curvaton geraria as flutuações de densidade assimétricas que foram observadas e que sugerem que o espaço tem uma curvatura ligeiramente negativa em grandes escalas. Isto significa que, se grandes triângulos pudessem ser “desenhados” no espaço, os seus ângulos internos somariam menos que 180 graus. 
    Em um universo plano, os ângulos somariam 180 graus exatamente, e em um universo com uma curvatura positiva, somariam mais de 180 graus. Hoje, os físicos entendem que a forma do universo ainda não foi totalmente definida; vai depender do valor da densidade do universo. No cenário de Liddle e Cortês, a assimetria do CMB deriva de uma falta de uniformidade do universo em grande escala codificado no campo curvaton. Apesar de numerosas observações indicarem que o cosmos é plano, o novo modelo proposto, que os autores reconhecem ser ainda especulativo, pode explicar os desvios nos dados mais recentes obtidos pelos telescópios. Futuros experimentos com medidas de maior precisão podem determinar quem está certo.

Fonte: Hypescience

Lá vem o cometa ISON!


   O cometa ISON, o tão antecipado cometa do século, está atualmente decepcionando. Quando a sonda Mars Reconnaissance Orbiter com sua câmera HiRISE registrou fotos do visitante congelado, na última semana, os resultados foram um pouco decepcionantes. Muitos astrônomos estão começando a alertar que tudo que se criou sobre o cometa ISON pode ser um pouco de exagero. Como diz o caçador de cometas David Levy, “Cometas são como gatos, possuem caudas, e fazem exatamente o que querem”. Mas ainda existe chance do ISON dar um belo show. O cometa já é visível com bons telescópios em Terra, e continua a ganhar brilho à medida que mergulha em direção ao Sol, num encontro que irá acontecer no mês de Novembro. No início da manhã, do dia 8 de Outubro de 2013, o astrofotógrafo Adam Block apontou o Telescópio Schulman de 32 polegadas da Universidade do Arizona para o ISON e fez a bela foto acima. Ele escreveu: “Tenho certeza que mais imagens dele começarão a surgir à medida que seu brilho aumentar durante seu mergulho em direção ao Sol. Aqui iremos esperar que ele sobreviva a esse encontro e surja de forma espetacular do outro lado do Sol”. 

Fonte: Cienctec

19 de abril de 2013

A missão Kepler da NASA descobre os menores planetas localizados na chamada zona habitável




    A missão Kepler da NASA descobriu dois novos sistemas planetários que incluem três super Terras, planetas na chamada zona habitável, ou seja, corpos localizados a uma distância da estrela onde a temperatura superficial permite que a água exista no estado líquido. O sistema Kepler-62, tem cinco planetas: 62b, 62c, 62d, 62e e 62f. O sistema Kepler-69 tem dois planetas: 69b e o 69c. Os planetas Kepler-62e, 62f e 69c são os planetas considerados super-Terras. Dois dos recém descobertos planetas orbitam uma estrela menor e mais fria que o Sol. O Kepler-62f é somente 40% maior que a Terra, fazendo dele o exoplaneta que tem o tamanho mais próximo do tamanho da Terra e que está localizado na zona habitável de outra estrela. O Kepler-62f provavelmente possui uma composição rochosa. O Kepler-62e orbita a estrela na borda interna da zona habitável e é aproximadamente 60% maior que a Terra. O terceiro planeta, o Kepler-69c, é 70% maior que a Terra, e orbita a zona habitável de uma estrela parecida com o nosso Sol. Os astrônomos não tem certeza sobre a composição do Kepler-69c, mas a sua órbita de 242 dias ao redor de uma estrela parecida com o Sol lembra a do nosso planeta vizinho Vênus. 
    Os cientistas não sabem se a vida poderia existir nos planetas recém encontrados, mas suas descobertas sinalizam que nós estamos um passo mais a frente para encontrar um mundo parecido com a Terra ao redor de uma estrela parecida com o Sol. “A sonda Kepler com certeza se transformou na estrela da ciência”, disse John Grunsfeld, administrador associado do Science Mission Directorate da NASA, na sede da agência em Washington. “A descoberta desses planetas rochosos na zona habitável de estrelas nos leva um pouco mais perto de se encontrar um outro mundo como o nosso. É somente uma questão de tempo antes de nós sabermos se a galáxia é o lar de uma multitude de planetas como a Terra, ou se nós somos mesmo uma raridade”. O telescópio espacial Kepler, que simultaneamente e continuamente mede o brilho de mais de 150.000 estrelas, é a primeira missão da NASA capaz de detectar planetas do tamanho da Terra ao redor de estrelas como o Sol. Orbitando sua estrela a cada 122 dias, o planeta Kepler-62e, foi o primeiro desses planetas identificado na zona habitável. 
    O Kepler-62f, com um período orbital de 267 dias, foi o último encontrado por Eric Agol, professor associado de astronomia na Universidade de Washington e co-autor do artigo científico que descreve as descobertas, publicado na revista Science e que pode ser encontrado ao final desse post. O tamanho do planeta Kepler-62f é agora medido, mas a sua massa e a sua composição ainda não são. Contudo, com base em estudos prévios de exoplanetas rochosos similares em tamanho, os cientistas são capazes de estimar sua massa por associação. “A detecção e confirmação de planetas é um esforço colaborativo imenso de talentos e recursos, e requer especialidades através de toda a comunidade científica para que se possa produzir esses tremendos resultados”, disse William Borucki, principal pesquisador da missão Kepler no Ames Research Center da NASA em Moffett Filed na Califórnia e autor principal do artigo sobre o sistema planetário Kepler-62 na revista Science. “O Kepler tem trazido uma ressurgência nas descobertas astronômicas e nós estamos fazendo um excelente progresso em direção de determinar se planetas como o nosso são ou não exceção à regra”. Os dois mundos na zona habitável orbitando o sistema Kepler-62 têm três companheiros em órbitas mais próximas da estrela, dois maiores que a Terra e um do tamanho aproximado de Marte. 
  O Kepler-62b, Kepler-62c e Kepler-62d orbitam a estrela cada 5, 12, e 18 dias respectivamente, fazendo deles planetas muito quentes e inóspitos para a vida como nós a conhecemos. Os cinco planetas do sistema Kepler-62 orbita uma estrela classificada como uma anã K2, medindo apenas dois terços do tamanho do Sol e com somente um quinto de seu brilho. Com 7 bilhões de anos de vida, a estrela é um pouco mais velha que o Sol. Ela está localizada a aproximadamente 1.200 anos-luz de distância da Terra na constelação de Lyra. Um companheiro do Kepler-69c, conhecido como Kepler-69b, tem mais de duas vezes o tamanho da Terra e orbita a estrela a cada 13 dias. A estrela hospedeira dos planetas do sistema Kepler-69 pertence à mesma classe de estrelas que o Sol, ou seja, classificada como uma estrela do Tipo-G. ela tem 93% do tamanho do Sol e 80% de sua luminosidade e está localizada a aproximadamente 2.700 anos-luz de distância da Terra na constelação de Cygnus.     “Nós só sabemos de uma estrela que hospeda um planeta com vida, o Sol. Encontrar um planeta na zona habitável ao redor de uma estrela muito parecida com o Sol é um marco significante na direção de encontrarmos planetas verdadeiramente parecidos com a Terra”, disse thomas Barclay, cientista do Kepler no Bay Area Environmental Research Institute em Sonoma, na Califórnia, e principal autor do artigo que descreveu a descoberta do sistema Kepler-69, publicado no The Astrophysical Journal. Quando um candidato a planeta, transita, ou passa em frente de uma estrela do ponto de vista vantajoso da nave, um porcentagem da luz da estrela é bloqueada. Essa queda resultante, no brilho da estrela revela o tamanho do planeta com relação à sua estrela. 
    Usando esse chamado método de trânsito, o Kepler, já detectou 2.740 corpos candidatos a exoplanetas. Usando várias outras técnicas de análises, telescópios terrestres e outras naves espaciais, 122 planetas têm sido confirmados. No início da missão, o telescópio Kepler primeiramente encontrou grandes planetas, gigantes gasosos em órbitas bem próximas de suas estrelas. Conhecidos como Júpiteres Quentes esses planetas são fáceis de serem detectados devido ao seu tamanho e ao seu período orbital bem curto. A Terra levaria três anos para realizar os três trânsitos necessários para um candidato ser aceito como exoplaneta. À medida que o Kepler continua a observar, sinais de trânsito da zona habitável de planetas do tamanho da Terra que estão orbitando estrelas parecidas com o Sol começam a emergir.

Fonte: Cienctec

Céu foi inundado com raios gama


   Nesse momento, os céus estão sendo inundados com a mais brilhante emissão de raios gama já vista por astrônomos. Os raios gama são a fonte de luz de maior energia do universo. Essa emissão superbrilhante vem de Markarian 421, um blazar que abriga um buraco negro supermassivo. Blazar é um corpo celeste que apresenta uma fonte de energia muito compacta e altamente variável associada a um buraco negro supermassivo do centro de uma galáxia ativa. O buraco negro supermassivo dos blazares espirra grandes quantidades de luz em todo o espectro eletromagnético conforme se alimenta de matéria circundante. Por pura coincidência, um programa para estudar Markarian 421 tinha apenas começado, por isso dezenas de telescópios do mundo o estavam observando quando ele emitiu os raios gama. Galáxias ativas emitem jatos de luz até trilhões de vezes mais energéticos do que a luz que somos capazes de ver. 
    Cientista sabem que blazares soltam jatos apontando em direção a Terra; o que permanece um mistério é como raios gama são criados em tais energias extraordinárias. O brilho visto na semana passada foi sem precedentes na história das observações. “Estou em estado de choque e pavor sobre quão brilhante ele é”, disse Julie McEnery, cientista do telescópio de raios gama Fermi. Além do Fermi, outros grandes observatórios na Terra e no espaço estão trocando seus registros do blazar para estudar sua estrutura. O trabalho duro começa agora: os astrofísicos vão tentar determinar como o blazar ficou mais brilhante em diferentes partes do espectro em diferentes épocas, para refinar seus modelos de como as partículas em movimento rápido dentro dos jatos dão lugar à luz de alta energia. “Isso vai nos dar muito mais informações sobre como essas partículas se energizam para fornecer esse evento espetacular”, explicou Greg Madejski, cientista do telescópio de raios-X NuStar.

Fonte: Hypescience

21 de março de 2013

Robô Curiosity encontrou uma pedra brilhante bastante curiosa em Marte


   O robô Curiosity da NASA, que está em missão no Planeta Vermelho, continua revelando segredos sobre a superfície marciana. Desta vez, foi encontrada uma pedra na cor branca, bastante brilhante, apelidada de "Tintina". A rocha indica a presença de minerais hidratados, do tipo que vemos na Terra, indicando a presença de água na região. A pedra foi apresentada durante a 44ª Conferência de Ciência Lunar e Planetária, em Woodlands, Texas. Durante o evento, foi noticiado que outra falha ocorreu no robô Curiosity e obrigou o veículo a ficar em uma pausa prolongada e inesperada. Curiosity entrou no "modo de segurança" automaticamente no começo da madrugada de domingo (horário de Brasília), enquanto operava com um dos seus dois computadores principais. Ele usa memória flash, o que economiza espaço, mas que também é vulnerável à radiação do espaço. Mas segundo a NASA, o modo de segurança foi ativado quando um arquivo de comando falhou durante uma verificação do software de proteção ao robô. "Nós podemos apenas apagar o arquivo, que não precisamos mais, e nós sabemos como evitar que isso ocorra no futuro” disse Richard Cook gerente de projetos do Curiosity. 
    No entanto, a partir do dia 04 de abril, a NASA irá parar de enviar e receber mensagens do Curiosity, durante quatro semanas, porque a Terra e Marte estarão em posições opostas em torno do Sol, bloqueando quaisquer sinais. Enquanto isso, a descoberta da pedra Tintina move outras pesquisas, assim como o anúncio da semana passada, onde Curiosity encontrou minerais de argila em uma rocha perfurada. A presença de argila indica que o Ph da água é neutro, o que mostra que ela estaria própria para o consumo. “Tintina é o mais branco e mais brilhante objeto encontrado até agora em Marte” disse Melissa Rice do Instituto de Tecnologia da Califórnia, revelando que o solo de Marte não é tão monocromático como se pensava. A descoberta de Tintina foi no dia 17 de janeiro, ao passar as rodas do robô sobre a pedra.

Fonte: Jornal Ciência

O fim do mundo marciano pode ocorrer em outubro de 2014


    O Cometa C/2013 A1 foi detectado pela primeira vez em 3 de janeiro, o primeiro descoberto este ano em 2013. Segundo cálculos, ele irá passar a cerca de 37.000 quilômetros de distância da superfície de Marte, mas, as órbitas dos cometas são imprevisíveis e podem mudar à medida que se aproximam do Sol, pois, devido à sua composição, pode haver erupções de gases, o que faria com que sua rota mudasse de percurso, se afastando ou entrando em rota de colisão com o planeta vermelho. Estima-se que o núcleo do cometa seja de até 49 quilômetros de diâmetro, se movendo a uma velocidade de 193.000 km/h, dando-lhe enorme energia cinética. 
    O renomado Astrônomo Phil Plait, autor do blog Slate's Bad Astronomy, calculou que, mesmo que se o cometa for de 14 km de diâmetro, uma estimativa baixa, um impacto com Marte causaria uma explosão de um bilhão de megatons. Isso é, diz ele: “25 milhões de vezes maior do que a maior arma nuclear já testada na Terra”. Como asteróides, os cometas são grandes pedaços de rocha espacial que orbitam nosso sistema solar. Mas, ao contrário dos asteróides, os cometas são embalados com gelo. Esse gelo não é necessariamente apenas água, também há elementos como o dióxido de carbono e monóxido de carbono, que na Terra, geralmente, conhecemos apenas como gases, mas que no curso gelado do espaço se congelam no núcleo do cometa. 
      No momento o C/2013 A1 está a mais de um bilhão de quilômetros do Sol, em algum lugar depois de Júpiter, ou seja, ainda é muito frio. À medida que a órbita do cometa o arremessa em direção ao Sol, essas substâncias passam do estado sólido para o gasoso, o que muitas vezes causam erupções na superfície do cometa, alterando a rota do cometa. Com essa evaporação de gases, o núcleo do planeta fica envolto em uma nuvem difusa, chamada de 'coma', composto pelos gases e pedaços de escombros do cometa rochoso, podendo ter centenas de quilômetros de diâmetro. Isso significa que uma erupção pode ser maior que a distância que ele irá passar da superfície de Marte, e “se isso acontecer vai ser uma chuva de meteoros dos deuses para o planeta vermelho”, escreve Plait. Mesmo que o núcleo não atinja Marte, o efeito será apocalíptico para o planeta. Plait diz que o cometa deixaria uma cicatriz de centenas de quilômetros em Marte. E para as bases de observatórios na Terra seria ainda pior, já que, certamente, destruiria as sondas que estão em órbita e na superfície do planeta: “O material ejetado viria rigorosamente para o planeta e seria enviado para todas as direções na órbita de Marte”, segundo os escritos de Plait, “seria como estar orbitando em um tiro de espingarda”. De acordo com os cálculos, o cometa deve passar por Marte em Outubro de 2014.

Fonte: Jornal Ciência

25 de janeiro de 2013

Curiosity realiza primeiras observações noturnas com a MAHLI



   O Curiosity concretizou anteontem as suas primeiras observações noturnas com a câmara MAHLI (Mars Hand Lens Image). O alvo escolhido pela equipe da missão foi Sayunei, uma pequena rocha situada em John Klein, numa área previamente danificada pela roda dianteira direita do robô. O cenário foi iluminado com os Diodos Emissores de Luz ou LED (de Light Emitting Diode) branco e ultravioleta da MAHLI. De acordo com o investigador principal da MAHLI, Ken Edgett, as observações com iluminação ultravioleta tiveram como objetivo a procura de minerais fluorescentes em Sayunei. Os cientistas estão agora a analisar as imagens em busca de cores específicas na fluorescência induzida nos minerais da rocha, que possam dar pistas sobre a sua composição.

Fonte: AstroPT

Luas trabalhando



    A região do anel de Saturno das luas Prometeu e Pan, são ambas registradas pastorando seus respectivos anéis nessa imagem acima. Através de suas perturbações gravitacionais das partículas do anel nas suas proximidades, uma lua consegue manter uma lacuna no anel externo "A" enquanto a outra ajuda a manter um anel estreitamente confinado. A lua Prometeu (86 quilômetros de diâmetro), junto com Pandora (não observada na imagem) mantêm o estreito anel F visto na parte inferior esquerda da imagem. A lua Pan (28 quilômetros de diâmetro) mantém aberta a falha de Encke, onde ela se encontra mergulhada no centro. O brilhante ponto perto da borda interna da falha de Encke, é uma estrela em segundo plano na imagem. 
    Essa imagem foi feita com a sonda Cassini olhando em direção ao lado não iluminado dos anéis, com um ângulo de 29 graus acima do plano dos anéis. A imagem foi feita na luz violeta visível, com a câmera de ângulo estreito da Cassini, no dia 28 de Setembro de 2012. A imagem acima foi registrada a uma distância de aproximadamente 2.3 milhões de quilômetros de Pan e com o conjunto Sol-Pan-Cassini, em fase com ângulo de 98 graus. A escala da imagem acima é de 14 quilômetros por pixel. 
    A missão Cassini-huygens é um projeto cooperativo da NASA, da Agência Espacial Européia e da Agência Espacial Italiana. O Laboratório de Propulsão a Jato, uma divisão do Instituto de Tecnologia da Califórnia em Pasadena, gerencia a missão para o Science Mission Directorate, da NASA em Washington, D.C. O módulo orbital Cassini e suas duas câmera a bordo foram desenhadas, desenvolvidas e montadas no JPL. O centro de operações de imageamento é baseado no Space Science Institute em Boulder, no Colorado.

Fonte: NASA

24 de janeiro de 2013

O pólo norte de Vênus



A sonda Magalhães que orbitou o planeta Vênus de 1990 a 1994, foi capaz de espiar através das espessas nuvens venusianas e construir a imagem acima através da emissão e posterior detecção dos sinais de radar emitidos pelos seus instrumentos. Visível como uma brilhante mancha abaixo da parte norte central, está a montanha mais alta de Vênus, conhecida como Montes Maxwell. Outras feições notáveis entre elas numerosas montanhas, coroas, crateras de impactos, cadeias e fluxos de lava foram também observadas pela sonda Magalhães e aparecem nessa imagem. Embora o tamanho e a massa de Vênus seja similar à da Terra, sua espessa atmosfera rica em dióxido de carbono aprisiona o calor de modo que a temperatura na superfície do planeta atinja os nada confortáveis 450°C, calor suficiente para derreter o chumbo, num efeito estufa extremo e constante. O crédito da imagem acima é de SSV, MIPL, Equipe da Sonda Magalhães e NASA.

Fonte: NASA
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