Embora você com certeza já tenha visto esse fenômeno, pode ser que você não tenha notado. Durante um crepúsculo sem nuvens, um pouco antes do nascer ou do pôr-do-Sol, parte da atmosfera acima do horizonte aparece um pouco colorida de rosa ou laranja. Chamado de Cinturão de Vênus essa banda entre o céu escuro na parte da noite e o céu azul já no dia pode ser vista em qualquer direção incluindo a direção oposta ao Sol. Acima dessa faixa, o céu azul está com a luz do Sol normalmente refletida pela atmosfera. No cinturão de Vênus, contudo a atmosfera reflete a luz do Sol se pondo ou nascendo por isso ela se apresenta mais avermelhada. Abaixo do cinturão de Vênus, a atmosfera aparece mais escura pelo fato de nenhuma luz do Sol chegar até ela. O Cinturão de Vênus pode ser visto de qualquer local que tenha um horizonte claro. A foto acima foi feita no mês de Janeiro de 2012 na região de Mercedes na Argentina, uma vista panorâmica contendo o Cinturão de Vênus foi digitalmente adicionada ao conjunto de 16 fotos menores. O cinturão já foi capturado por acidente em outras fotografias.
9 de fevereiro de 2012
O Cinturão de Vênus Sobre Mercedes, Argentina
Encélado Iluminado por Saturno
Essa lua está sendo iluminada pela luz refletida de seu planeta. Especificamente, uma grande porção de Encélado, mostrado acima, está sendo iluminado primariamente pela luz do Sol refletida por Saturno. O resultado é que a lua que normalmente tem uma tonalidade branca como a neve aparece na cor dourada do topo das nuvens de Saturno. Como grande parte da iluminação vem da esquerda da imagem, um labirinto de cadeias gera notáveis sombra se formando na parte direita da imagem, enquanto que o cânion com um quilômetro de profundidade, o Labtayt Sulci é visível abaixo. A parte fina brilhante e crescente de Encélado, na parte mais a direita da imagem é a única parte de Encélado diretamente iluminada pelo Sol. A imagem acima foi feita em 2011, enquanto a sonda Cassini realizava sua passagem sobre a lua. Uma olhada com mais cuidado na imagem acima revela na parte inferior de Encélado as plumas de cristais de gelo que acredita-se tenham suas origens no mar localizado abaixo de sua superfície.
8 de fevereiro de 2012
Labareda Solar da Classe X2
A mancha solar 1402 continua a liberar labaredas no Sol com muita intensidade. Às 18:37 UT de sexta-feira, dia 27 de Janeiro de 2012, essa região ativa produziu uma labareda classificada na maior das categorias das labaredas solares, ou seja, uma labareda da classe X. Para ser mais exato uma X2. Como essa região ativa estava em rotação no limbo do Sol, a erupção não foi lançada diretamente para a Terra. Mas os prótons energéticos acelerados pela explosão estão agora ao redor do nosso planeta e uma tempestade de radiação de classe S1 está em progresso. A tempestade de radiação de classe S1 é a mais baixa de todas numa classificação que vai de S1 até S5 e não tem nenhum impacto biológico, nenhuma operação de satélite será impactada mas alguns efeitos menores em rádios de alta frequência podem ser notados. O vídeo acima foi feito com imagens obtidas pela sonda SDO da NASA e mostra detalhes dessa erupção solar.
Astrônomo Anuncia Descoberta de Duas Luas em Júpiter
Duas novas luas ao redor de Júpiter foram detectadas por instrumentos na Terra, aumentando para 66 o número de satélites naturais do maior planeta do Sistema Solar. As informações são do site da revista "National Geographic". A descoberta foi anunciada nesta semana pelo astrônomo Scott Sheppard, do Instituto Carnegie para Ciência em Washington, nos Estados Unidos, a uma central de telegramas sobre astronomia mantida pela União Astronômica Internacional. Os dois novos astros receberam os nomes de S/2011 J1 e S/2011 J2. A dupla foi vista pela primeira vez em 27 de setembro de 2011, no Observatório de Las Campanas, no Chile, com o telescópio Magalhães. Ao contrário das primeiras luas do planeta, descobertas pelo astrônomo Galileu Galilei há mais de 400 anos e visíveis com pequenos telescópios, os dois novos satélites têm apenas 1 quilômetro de extensão cada e demoram 580 e 726 dias para dar uma volta pelo planeta gasoso. Os dois astros orbitam Júpiter no sentido contrário ao da rotação do planeta. Dos 66 satélites do planeta, 52 possuem esta característica. Como a maioria das luas "retrógradas", S/2011 J1 e J2 são considerado satélites irregulares por girarem muito longe do gigante gasoso e apresentarem trajetórias muito inclinadas e pouco redondas. O formato das órbitas dos dois satélites levam os cientistas a acreditar que ambos possam ser asteróides ou pedaços de cometas "capturados" pela gravidade de Júpiter. Os nomes das luas normalmente homenageiam amantes e filhas do deus romano Júpiter e seu equivalente grego Zeus. Mas para receber um nome mitológico, a lua precisa ter passado por, no mínimo, um ano de observações.
Bola de Fogo Sobre Corfu, Grécia
A foto acima mostra uma impressionante bola de fogo cruzando o céu noturno e notada com clareza durante uma sessão de observação no Monte Pantokrator na Ilha Grega de Corfu. A câmera foi originalmente configurada para registrar imagens de um pequeno grupo de pessoas que faziam a observação e antes disso o brilhante meteoro registrado e mostrado acima iluminou toda a paisagem ao redor. Esse meteoro tinha uma magnitude aproximada de -8, ou algo em torno de 25 vezes mais brilhante que Vênus, tão brilhante que pôde ser visto como uma reflexão azul esverdeada na água do oceano.
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Planeta Terra Está Perdendo Massa a Cada Dia
A Terra está perdendo 50 mil toneladas de massa a cada ano, mesmo que 40 mil toneladas de poeira espacial caiam na superfície terrestre no mesmo período. Mas porque estamos perdendo tanto peso? Aqui vão os cálculos de Chris Smith e do físico Dave Ansel:
Peso adquirido
- A Terra ganha cerca de 40 mil toneladas de poeira por ano, que são restos da formação do sistema solar. Esses resquícios são atraídos pela gravidade e se tornam parte da matéria do nosso planeta. Na verdade, a Terra é feita disso.
- De acordo com a NASA, a Terra ganha cerca de 160 toneladas de matéria a cada ano por causa do aumento da temperatura global. Se nós adicionamos energia a esse sistema, a massa sobe mais.
Efeito nulo
- Você pode deduzir que a quantidade de pessoas e construções não altera em nada a massa do nosso planeta. Os humanos e aparatos são feitos com a matéria que está no planeta. Ela só está sendo transformada.
- A maioria dos foguetes e satélites que mandamos para a órbita da Terra eventualmente voltam a Terra, então o efeito é quase nulo.
Perdendo peso
- O núcleo do planeta perde energia com o tempo. É como um reator nuclear gigante que usa combustível. Menos energia significa menos massa. Dezesseis toneladas vão embora desse modo, anualmente.
- E aqui está a grande perda de massa: cerca de 95 mil toneladas de hidrogênio e 1,6 mil de hélio escapam da Terra por ano. Eles são muito leves para que a gravidade consiga puxá-los, por isso se perdem no espaço.
Resultado final
A estimativa média é de 50 mil toneladas perdidas por ano. O que representa cerca de 0,000000000000001% da massa total da Terra. Deveríamos nos preocupar com a Terra desaparecendo? Não. E você também não deve se preocupar com o hidrogênio indo embora. Existe muito mais, e vai levar pelo menos trilhões de anos para se esgotar. Já a questão do hélio é um pouco diferente. Ele representa 0,00052% do volume da nossa atmosfera, e está ficando escasso em nosso planeta.
7 de fevereiro de 2012
A Poeira da Nebulosa de Órion
O que envolve um local de formação de estrelas? No caso da Nebulosa de Órion, poeira. O campo inteiro de Órion, localizado a aproximadamente 1.600 anos-luz de distância da Terra, é inundado com intrigantes e pitorescos filamentos de poeira. Opaco para a luz visível, a poeira é criada na atmosfera externa de estrelas frias e massivas e expelida por um forte vento externo de partículas. O Trapézio e outros aglomerados estelares de formação de estrelas estão mergulhados na nebulosa. Os intrigantes filamentos de poeira ao redor da M42 e M43 aparecem em marrom na imagem acima, enquanto que o gás brilhante central é destacado em vermelho. Pelos próximos milhões de anos, boa parte da poeira de Órion será destruída lentamente por muitas estrelas que estão agora em formação, ou será dispersada no interior da galáxia.
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