31 de março de 2012

O Grand Cânion e a luz da Lua


   Nessa bela paisagem celeste noturna, registrada em 26 de Março de 2012, pode-se ver uma jovem Lua Crescente parada acima do distante horizonte oeste em conjunção com o brilhante planeta Vênus. Em primeiro plano, o Rio Colorado brilha à luz da Lua enquanto corta o Grand Cânion, visto desde o anel sul do cânion no chamado Ponto Lipan. O Grand Cânion é conhecido como uma das maravilhas naturais da Terra, escavado pelo Rio Colorado, a enorme fissura tem cerca de 440 quilômetros de comprimento, mais de 30 quilômetros de largura e chega a 1.6 quilômetros de profundidade. Além da Lua e de Vênus, na imagem acima é possível ver o compacto aglomerado das Plêiades, as estrelas do aglomerado das Híades, em forma de V, os dois localizados logo acima da Lua. O brilhante planeta Júpiter pode também ser visto na imagem abaixo do par Lua/Vênus, perto do horizonte oeste.

Créditos: APOD

Gigantesco Tornado Registrado no Sol, é 5 Vezes Maior que a Terra


   Esse enorme tornado acima, entrou em erupção na superfície do Sol e é grande o suficiente para engolir o planeta Terra. De fato, ele poderia engolir cinco Terras. Descoberto usando o satélite Solar Dymanic Observatory, SDO, da NASA, essa colossal massa em rotação é feita de gás super aquecido com temperatura variando entre 50.000 e 2 milhões de graus Celsius. Durante o período de três horas, esse tornado se ergueu da superfície do Sol a uma altura de 200.000 km, ou algo igual à metade da distância entre a Terra e a Lua. Os gases aquecidos foram ejetados a uma velocidade de 300.000 km/h. Só para se ter algo para comparar a velocidade do vento em tornado na Terra atinge 200 km/h. Os cientistas, anteriormente já haviam visto tornados solares menores com outros satélites de observação do Sol, mas esse, registrado em Setembro de 2011, acredita-se seja o primeiro a ter sido filmado. Desde então, os pesquisadores já observaram no mínimo mais um tornado solar, um tornado do tamanho da Terra. Esses tornados normalmente antecedem eventos conhecidos como ejeções de massa coronal, ou seja, grandes erupções de partículas carregadas que explodem da superfície do Sol com uma energia enorme. Acredita-se que essas flares solares estejam relacionadas com interações entre as linhas de campo magnético do Sol, que têm um movimento giratório e que também forma tornados solares.

Créditos: Cienctec

Noite em Paris


   Você consegue reconhecer a cidade luz, Paris, na imagem acima? Feita no dia 25 de Março de 2012, do alto dos 210 metros do mirante de Montparnasse, muito rapidamente identificarão a Torre Eiffel, ou a grande estrutura em forma de domo dos Les Invalides (à direita), ou a colorida linha elevada do metrô, gentilmente se curvando em direção ao centro da imagem. Você pode até mesmo identificar o Arc de Triumphe perto do horizonte à direita da imagem. Embora todas essas maravilhas arquitetônicas sejam exclusividade de quem vive na bela capital francesa, uma cena nessa imagem independe de onde você está no mundo, as luzes celestes perto do horizonte oeste podem parecer bem familiares para você. Como já foi dito aqui quase que diariamente ao longo dessa semana, apresentado em galeria e em fotos espalhadas pelas redes sociais o que estamos vendo acima de Paris é a amável conjunção tripla do brilhante planeta Vênus, na parte superior, Júpiter e a jovem Lua Crescente, conjunção essa que foi visível nos céus ao redor do planeta Terra durante essa semana. O interessante de se observar na foto acima, se comparada com qualquer foto da conjunção feita no Brasil, por exemplo, é a mudança na posição relativa dos astros devido as diferentes latitudes e longitudes de onde o fenômeno foi observado.

Créditos: APOD

25 de março de 2012

Visão em Perspectiva da Topografia de Mercúrio


   A imagem acima mostra uma visão em perspectiva de uma imensa planície vulcânica que se espalha pelas latitudes do hemisfério norte de Mercúrio e que foi colorida de modo a representar a altura topográficas das feições na superfície do planeta. As feições coloridas em roxo são as regiões mais baixas e as feições coloridas em branco representam as maiores alturas. A variação total de altura mostrada na imagem acima é de 10 km o que é menor do que a variação encontrada na Lua, 20 km e em Marte, 30 km.

Créditos: MESSENGER

Galáxia Espiral Barrada NGC 1300


   Grande e bonita, a galáxia espiral barrada, NGC 1300 localiza-se a aproximadamente 70 milhões de anos-luz de distância nos bancos da constelação de Eridanus. Essa visão composta feita pelo Telescópio Espacial Hubble dessa maravilhosa ilha do universo, é uma das maiores imagens já feitas pelo Hubble de uma galáxia completa. A NGC 1300 se espalha por mais de 100.000 anos-luz e a imagem do Hubble revela detalhes surpreendentes da barra central dominante da galáxia e de seus majestosos braços espirais. De fato, numa análise detalhada o núcleo dessa clássica espiral barrada por si só mostra uma destacada região de estrutura espiral com aproximadamente 3.000 anos-luz de diâmetro. Diferente de outras galáxias espirais, como por exemplo, a Via Láctea, a NGC 1300 não tem, pelo menos ao que se conhece até o momento um buraco negro massivo central.

Créditos: APOD

24 de março de 2012

Nebulosa Cygnus Loop


   Finos filamentos de poeira e gás quente brilham de forma intensa nessa imagem em ultravioleta da nebulosa Cygnus Loop, feita pelo Galaxy Evolution Explorer da NASA. A nebulosa localiza-se a aproximadamente 1.500 anos-luz de distância e é a parte remanescente de uma supernova deixada para trás depois da explosão de uma estrela massiva ocorrida entre 5.000 e 8.000 anos atrás. A Cygnus Loop tem um tamanho maior que três Luas Cheias no céu noturno, e está enfiada perto de uma das asas do cisne, na constelação de Cygnus. Os filamentos de gás e poeira visíveis aqui na luz ultravioleta foram aquecidos pelas ondas de choque geradas na supernova, e que ainda estão se espalhando pelo espaço desde sua explosão original. A supernova original que deu origem a essa nebulosa teria sido brilhante o suficiente para ter sido vista da Terra claramente a olho nu.

Créditos: NASA

Entenda o Fenômeno do Pilar Solar


   Reflexão, difração e refração dos raios luminosos quase sempre produzem belos e enigmáticos efeitos visuais, alguns deles até beirando o sobrenatural. Arco-íris e miragens são os mais conhecidos. No entanto, existem outros efeitos um pouco mais raros, como o Pilar Solar, uma verdadeira coluna de luz que emerge no horizonte. Quando dirigia seu carro pela cidade de Ontário, no Canadá, o fotógrafo Rick Stankiewicz se deparou com uma dessas colunas e imediatamente registrou o fenômeno, descrito por ele como "estranho e maravilhoso". Na cena, um poderoso feixe de luz vermelha parece brotar do horizonte e atinge as nuvens espalhadas quilômetros acima, lembrando raios lasers disparados contra o céu nos espetáculos ao ar livre. Batizado como Pilar Solar ou Pilar de Luz, o fenômeno é produzido por cristais de gelo que se formam na alta atmosfera. Ao caírem, têm sua face posterior aplainada pela resistência do ar, permitindo que a luz do Sol vinda de baixo seja refletida em direção ao solo. O resultado é a formação de uma gigantesca coluna de luz que pode medir entre 5 e 10 graus angulares, o equivalente entre 10 e 20 vezes o tamanho visual do disco solar. Os pilares podem surgir de cima para baixo do Sol ou ao contrário, dependendo de como a luz atinge a face aplainada do cristal. Além disso, a largura do pilar é determinada basicamente pelo ângulo da luz incidente e quanto mais inclinado estiver o cristal, mais largo parecerá o pilar. Algumas vezes, correntes de ventos deslocam os cristais e fazem o pilar se mover sobre o horizonte. Apesar de serem conhecidos por se formarem pela reflexão da luz solar, os pilares luminosos também podem ser criados artificialmente pela presença de intensas fontes luminosas terrestres. Quando cristais de gelo flutuam próximos a você, pilares, halos e outros efeitos luminosos podem ser vistos em torno de postes de iluminação a poucos metros de distância, criando um efeito ainda mais interessante!

Créditos: Apolo 11

Raio Verde Observado Perto de Esparta, Grécia


   A foto acima mostra um Sol pintado de rosa com uma mancha verde em seu topo como foi observado perto de Esparta, na Grécia no último verão. Nesse claro e calmo amanhecer, o fotógrafo se posicionou numa cadeia de montanha numa altura de aproximadamente 1.830 metros com uma visão desobstruída do horizonte leste e do nascer do Sol. O anel verde aqui é referido como um raio verde simulado. Se as condições estiverem perfeitas, a dispersão atmosférica pode produzir imagens separadas de cada cor do espectro o que resulta num raio verde da parte mais superior do Sol enquanto ele nasce. A miragem do raio verde é causado pela inversão térmica, ou seja, a presença de uma camada de ar quente sobre um ar mais frio. Para aumentar as suas chances de ver um raio verde, como esse, use um pequeno telescópio ou binóculos, mas proteja seus olhos quando olhar diretamente para o Sol.

Créditos: EPOD

Lua Nova nos Braços da Lua Velha


   Também conhecido como o brilho cinzento da Lua, o brilho da Terra é a luz da Terra que ilumina o lado noturno da Lua. Essa foto foi feita no dia 20 de Março, equinócio na Terra e para a cultura persa representa o ano novo, desde Esfahan no Irã, planeta Terra. A imagem telescópica acima registra o forte brilho da Terra numa Lua Crescente, também conhecida como Lua Velha. Nessa imagem pode-se ver que a parte do disco escuro da Lua que é iluminado pela Terra parece estar nos braços da parte da Lua Crescente brilhante. Se a Terra fosse vista da Lua nesse momento sua imagem seria realçada também. O brilho da Terra se deve à luz do Sol que é refletida no nosso planeta e sabe-se também que esse brilho é fortemente influenciado pela cobertura de nuvens presente no planeta Terra. Uma descrição histórica do brilho da Terra, em termos da luz do Sol que é refletida pelos oceanos da Terra e que ilumina a superfície escura da Lua foi escrita há 500 anos atrás por Leonardo da Vinci.

Créditos: APOD

22 de março de 2012

M95 com Supernova


   A galáxia espiral barrada M95, tem aproximadamente 75.000 anos-luz de diâmetro, ou seja, um tamanho comparável à Via Láctea e uma das maiores galáxias do Grupo de Galáxias Leo I. De fato ela é parte de um famoso trio de galáxias, chamado de Trio do Leão, com as vizinhas M96 e M105, localizadas a aproximadamente 38 milhões de anos-luz de distância. Nesse retrato nítido e colorido dessa ilha do universo, um brilhante e compacto anel de estrelas em formação circunda o núcleo da galáxia. Ao redor da proeminente e amarelada barra estão braços espirais traçados por linhas de poeira, jovens aglomerados estelares azuis e regiões rosadas de formação de estrelas. Como bônus, se você seguir o braço espiral que se abre para baixo e para a direita você poderá em breve ver a última supernova da M95, a SN 2012aw, descoberta em 16 de Março de 2012 e agora identificada como a explosão de uma estrela massiva.

Créditos: APOD

Descoberta uma Rara Galáxia Retangular


   Uma equipe internacional de astrônomos (Austrália, Alemanha, Suíça e Finlândia) descobriu uma rara galáxia retangular, muito semelhante, na forma de uma esmeralda lapidada. A estranha galáxia, batizada de LEDA 074886, foi detectada pelo telescópio japonês Subaru. Os astrônomos descobriram a galáxia anã quando estavam focalizando o telescópio Subaru em direção à galáxia gigante e brilhante NGC 1407. A extraordinária galáxia retangular, que em nada se parece com a nossa, situa-se a cerca de 70 milhões de anos-luz da Via Láctea e parece desafiar as leis da natureza. A cor azul do disco interno sugere uma idade média para esta população estelar. “No Universo a maioria das galáxias existem em uma de três formas: esférica, em forma de disco ou com uma forma absolutamente irregular”, explica Alister Graham da Universidade de Tecnologia de Swinburne, em Melbourne, na Austrália. A nova galáxia é integrante de um grupo de 250 galáxias e tem uma forma realmente invulgar. Esta descoberta permite que astrônomos obtenham informações úteis para a modelagem de outras galáxias. Uma possibilidade do formato desta galáxia pode ser devido à colisão de duas galáxias espirais. Enquanto as estrelas pré-existentes nas galáxias iniciais estavam espalhadas em grande órbitas criando a forma retangular, o gás se condensou para formar novas estrelas e o disco. As galáxias anãs, provavelmente as galáxias mais comuns no Universo, são pequenas e possuem brilho intrínseco baixo, ou seja, ínfima luminosidade. Encontrar esta estranha galáxia revelou-se complicado devido ao seu pequeno tamanho. Tem 50 vezes menos estrelas que a Via Láctea e a sua distância da Terra é igual a dimensão de 700 galáxias da Via Láctea enfileiradas. O artigo será publicado na revista especializada The Astrophysical Journal.

Créditos: National Astronomical Observatory of Japan

20 de março de 2012

Teia de Aranha de Estrela


   Parecendo uma teia de aranha enrolada em uma espiral, a galáxia IC 342 apresenta seu delicado padrão de poeira nessa imagem obtida pelo Telescópio Espacial Spitzer da NASA. Observada na luz infravermelha, o brilho apagado das estrelas dá lugar ao padrão brilhante da poeira que é encontrada através de toda a galáxia. Localizada a aproximadamente 10 milhões de anos-luz de distância, a IC 342, está relativamente próxima para os padrões galácticos, contudo a partir do nosso ponto de vista ela aparece diretamente atrás do disco da Via Láctea. A poeira localizada entre nós e a IC 342 torna difícil sua visualização na luz visível, mas a luz infravermelha consegue facilmente penetrar essa poeira e revelar a beleza dessa ilha no universo. A IC 342 pertence ao mesmo grupo da sua vizinha galáctica mais obscurecida ainda, a Maffei 2. A IC 342 aparece praticamente de frente para nós, nos dando a clara visão da estrutura de seu disco visto de cima. Ela tem uma brilho superficial baixo comparado com outras espirais, indicando uma densidade mais baixa de estrelas, vistas aqui como manchas difusas azuladas. Sua estrutura de poeira mostra-se mais claramente em vermelho. Os pontos azuis são as estrelas mais próximas de nós na nossa própria Via Láctea. Novas estrelas estão se formando no disco numa taxa elevada. O centro da galáxia é especialmente brilhante no infravermelho, destacando a enorme quantidade de explosões de formações de estrelas nessa pequena região. Em ambos os lados do centro, uma pequena barra de poeira e gás ajuda a gerar combustível para essa região central onde ocorrem as formações de estrelas. Os dados infravermelhos do Spitzer são mostrados em azul, comprimento de onda de 3.6 mícron, verde, 4.5 mícron e vermelho, 5.8 e 8.0 mícron.

Créditos: NASA

O VLT Vai à Caça do Leão


   O VLT capturou outro membro do grupo de galáxias Leo I, na constelação de Leão. A galáxia Messier 95 está de frente para nós, oferecendo uma visão ideal de sua estrutura espiral. Os braços espirais formam um círculo quase perfeito em torno do centro da galáxia antes de se espalharem, criando um efeito parecido com uma juba que qualquer leão teria orgulho. Talvez a característica mais marcante de Messier 95 seja seu brilhante núcleo dourado. Ele contém um anel de formação de estrelas, com quase 2.000 anos-luz de extensão, onde ocorre grande parte da formação de estrelas da galáxia. Este fenômeno ocorre principalmente em galáxias espirais barradas como Messier 95 e a nossa Via Láctea. No grupo de Leo I, Messier 95 é ofuscada pela sua irmã Messier 96. Messier 96 é de fato o membro mais brilhante do grupo, e como “líder do bando”, também dá ao grupo Leo I seu nome alternativo, Grupo M96. Ainda assim, Messier 95 também é uma imagem espetacular.

Créditos: ESO

19 de março de 2012

Uma Breve História da Lua


   Pode-se passar anos observando a Lua e dificilmente você verá alguma mudança no nosso satélite natural. Sem medo, podemos dizer que todas as crateras e todas as formações que vemos hoje na Lua sempre estiveram ali. Graças a sonda Lunar Reconnaissance Orbiter, ou LRO da NASA, é possível agora se conhecer a evolução do nosso satélite e a história escondida por ele, desde seu nascimento até a atualidade. A hipótese mais aceita da formação da Lua é que ela se originou como o resultado de um grande impacto, ou seja, um corpo celeste do tamanho de Marte, aproximadamente se colidiu com a jovem Terra, arrancando material dela e colocando esse material em sua órbita, material esse que se fundiu para formar a Lua. Acredita-se que esse tipo gigantesco de impacto era comum no início do Sistema Solar. A grande quantidade de energia liberada por esse grande impacto e a subsequente fusão do material na órbita da Terra pode ter derretido a camada superficial da Terra, formando um oceano de magma. A recém formada Lua pode também ter tido seu próprio oceano de magma lunar, estima-se que esse oceano tenha tido uma profundidade entre 500 km e todo o raio da Lua.

Créditos: Cienctec

NGC 2683: uma galáxia espiral de lado


   Essa elegante ilha do universo é catalogada como NGC 2683. Ela está localizada a 16 milhões de anos-luz de distância na direção da constelação do norte Lynx. Sendo uma galáxia espiral comparável com a nossa Via Láctea, a NGC 2683 é vista quase que de lado para os observadores da Terra. Uma mistura de luz vinda de uma grande população de estrelas velhas e amareladas forma o impressionante núcleo brilhante da galáxia. Ao longo de seus braços espirais é possível ver a silhueta das linhas de poeira graças à luz das estrelas, braços esses que são pontuados com os aglomerados estelares jovens e azuis da NGC 2683. A nítida imagem mostrada acima, foi registrada através das lentes de um telescópio refrator que mostra as estrelas pertencentes à Via Láctea e mais brilhantes em primeiro plano e como pontos coloridos e arredondados, sem os picos de difração característicos nas imagens obtidas por telescópios refletores com suportes internos. Em segundo plano é possível ver uma grande quantidade de galáxias mais distantes como fontes difusas e estendidas.

Créditos: APOD

17 de março de 2012

Os Vulcões Uranius e Ceraunius


   A imagem acima de Marte foi feita pela sonda Mars Express e mostra os vulcões Ceraunius Tholus (à esquerda) e Uranius Tholus (à direita). Ceraunius Tholus tem 130 km de diâmetro e 5.5 km de altura, enquanto que Uranius Tholus tem um diâmetro de 62 km e uma altura de 4.5 km. Tanto Ceraunius como Uranius Tholus estão localizados no Quadrante Tharsis em Marte. Essa região do planeta vermelha é uma das mais povoadas por atividades vulcânicas em Marte.

Viagem Estelar de uma Nebulosa Planetária em Forma de Borboleta


   A nebulosa planetária em forma de borboleta NGC 6881 é visível nessa imagem feita pelo Telescópio Espacial Hubble das agências espaciais NASA e ESA. Localizada na constelação de Cygnus, ela é formada por uma nebulosa mais interna com um diâmetro estimado de um quinto de ano-luz, e por “asas” simétricas que se estendem por aproximadamente um ano-luz de uma ponta a outra. A simetria se deve à presença de uma estrela binária em seu centro. A NGC 6881 tem uma estrela moribunda em seu centro que tem aproximadamente 60% da massa do Sol. Ela é um exemplo de uma nebulosa planetária quadrupolar, constituída por dois pares de lobos bipolares apontando em diferentes direções, consistindo de quatro pares de anéis planos. Existem também três anéis no seu centro. Uma nebulosa planetária é uma nuvem de gás ionizado que emite luz em várias cores. Esse tipo de objeto normalmente se forma quando uma estrela moribunda, uma estrela do tipo gigante vermelha, ejeta suas camadas externas, devido à sua pulsação e aos fortes ventos estelares. Um núcleo quente, luminoso e exposto da estrela começa a emitir radiação ultravioleta, excitando as camadas externas da estrela, que então se tornam uma nebulosa planetária recém-nascida. Em algum momento, a nebulosa se dissolve no espaço, deixando a estrela central como uma anã branca, ou seja, o estágio final de evolução das estrelas. O nome, “planetária”, vem do século 18, quando esse tipo de nebulosa foi descoberto pela primeira vez, e quando observadas através de pequenos telescópios elas se pareciam com o disco observado dos planetas gigantes. As nebulosas planetárias normalmente vivem por poucas dezenas de milhares de anos, ou seja, um curto período na vida de uma estrela. A imagem acima, foi adquirida através de três filtros que isolam o comprimento de onda específico da luz emitida pelo nitrogênio (mostrado em vermelho), pelo hidrogênio (mostrado em verde), e pelo oxigênio (mostrado em azul).

Espaçonave da NASA Detecta Pistas de Oxigênio na Lua Dione


   A espaçonave Cassini, da NASA, detectou pistas da existência de íons de oxigênio molecular ao redor da lua gelada Dione, de Saturno, pela primeira vez, confirmando a presença de uma atmosfera muito tênue. Os íons são um tanto esparsos – um para cada 11 centímetros cúbicos de espaço ou 90 mil por metro cúbico. Na superfície da Dione, sua atmosfera seria densa como a da Terra a 480 quilômetros da superfície. A atmosfera é conhecida como exosfera. “Nós sabemos que a Dione, assim como os anéis de Saturno e a lua Rhea, é uma fonte de moléculas de oxigênio”, comenta Robert Tokar, membro da equipe Cassini. “Isso mostra que o oxigênio molecular é na verdade comum no sistema de Saturno, e reforça de que isso pode acontecer em um processo que não envolve a vida”. O oxigênio da Dione parece vir de fótons solares ou partículas energéticas do espaço, que bombardeiam a superfície de gelo da lua, e liberam as moléculas. Mas os cientistas estão procurando por outros processos, incluindo os geológicos. “Os cientistas não tinham nem certeza de que a Dione era grande o suficiente para aguentar uma exosfera, mas essa nova pesquisa mostra que ela é ainda mais interessante do que se pensava”, comenta Amanda Hendrix, também da Cassini. Vários corpos sólidos do sistema solar – incluindo a Terra, Vênus, Marte e a maior lua de Saturno, a Titã – têm atmosferas. Mas elas tendem a serem muito mais densas do que a da Dione. Entretanto, os cientistas do Cassini detectaram uma fina exosfera ao redor da lua de Saturno, Rhea, em 2010, muito similar a da Dione. A densidade do oxigênio nas superfícies da Dione e da Rhea é cerca de cinco trilhões de vezes menor do que a da Terra. Tokar comenta que os cientistas suspeitavam da existência de oxigênio molecular na Dione porque o Hubble havia detectado ozônio. Mas isso não foi possível até a Cassini voar a cerca de 503 quilômetros da superfície da lua, com seu espectrômetro de plasma.

16 de março de 2012

Encélado, Lua de Saturno


   Abaixo de Encélado escuro, uma pluma de gelo de água é iluminada por trás nessa imagem de uma das mais espetaculares luas de Saturno. As plumas, tanto as grandes como as pequenas, espalham gelo de água a partir de muitos locais ao longo das chamadas listras de tigres de Encélado localizadas perto do pólo sul do satélite. As listras de tigres são fissuras que ejetam partículas congeladas, vapor d´água e compostos orgânicos. O terreno visto aqui está localizado no hemisfério frontal de Encélado, um satélite com 504 km de diâmetro. O norte está para cima na imagem. A imagem foi feita através da luz visível usando a câmera de ângulo restrito da sonda Cassini, em 20 de Fevereiro de 2012. A imagem acima foi adquirida a uma distância aproximada de 134.000 km de Encélado com o conjunto Sol-Encélado-Cassini em fase com ângulo de 165 graus. A escala da imagem é de 801 metros por pixel.

12 de março de 2012

Echus Chasma


   A imagem acima mostra uma visão em perspectiva da Echus Chasma em Marte e foi feita com a High Resolution Stereo Camera, ou HRSC que viaja a bordo da sonda Mars Express. Localizada na região de Lunae Planum e medindo 100 km de comprimento e 10 km de largura, a Echus Chasma é uma das maiores fontes de água em Marte. Acredita-se que o vale de 4.000 metros de profundidade seja a fonte da água que cavou o Kasei Valles um conjunto de canais de inundação com 1.780 km de comprimento esculpido no solo marciano.

Diferença Entre Astrônomo e Astronauta


    Muitas pessoas confundem astrônomo com astronauta, tanto o astronauta, quanto o astrônomo podem descrever diversos acontecimentos no espaço, as estrelas, os movimentos do universo, as constelação, o que significa e qual a importância de cada uma, mas a diferença entre os dois, é que o astrônomo nunca saiu da terra. Os astrônomos tinham várias teorias de como era o nosso planeta, mas foi só quando o cosmonauta (astronauta russo) Yuri Gagarin em 12 de Abril de 1961, a bordo da Vostok I, declarou a famosa e imortal frase “A terra é azul”, que os astrônomos puderam anotar com convicção em seus estudos este fato que até hoje é sabido de todos, mas que ainda muito poucos viram.
    Então, astrônomo é o profissional que possui vasto conhecimento sobre o universo, mas que nunca saiu da Terra. Já o astronauta também possui um grande conhecimento sobre o universo, mas diferente do astrônomo, o astronauta já saiu da Terra para se aventurar no Universo.
    Astronomia, que etimologicamente significava "lei das estrelas" (do grego: άστρο + νόμος), é hoje uma ciência que se abre num leque de categorias dentro da física, da matemática e da biologia que envolve as observações das mais diversas que procuram respostas aos fenômenos físicos que ocorrem dentro e fora da Terra bem como em sua atmosfera. Estuda as origens, evolução e propriedades físicas e químicas de todos os objetos que podem ser observados no céu (e estão além da Terra), bem como todos os processos que os envolvem. Observações astronômicas não são relevantes apenas para a astronomia, mas também fornecem informações essenciais para a verificação de teorias fundamentais da física, tais como a teoria da relatividade geral. Já a astronáutica pode ser definida como o ramo da engenharia que se ocupa com máquinas projetadas para operarem fora da atmosfera terrestre, sejam elas tripuladas ou não-tripuladas. Em outras palavras, é a ciência e a tecnologia do vôo espacial.

Fonte: Cosmos

Nascer do Sol


   Essa imagem feita com a câmera de enquadramento da sonda Dawn, mostra o Sol iluminando a paisagem do asteróide Vesta, durante o nascer do Sol no asteróide. Quando essa imagem foi obtida, o Sol estava com um ângulo relativamente baixo com relação à superfície do Vesta, do mesmo modo que acontece na Terra durante as manhãs. Essa luz de baixo ângulo da manhã no Vesta realça as feições topográficas da superfície das regiões iluminadas. Por exemplo, os detalhes morfológicos do interior das paredes da cratera na parte inferior direita da imagem são especialmente claros. O que também se pode ver com clareza é a presença de aglomerados e cadeias de cavidades no centro da imagem que também são realçados por esse tipo de iluminação. Esses aglomerados e as correntes de cavidades foram criados pelo material ejetado durante a formação de uma cratera que está fora do campo de visão dessa imagem. Contudo ainda existem muitas regiões que ainda estão na sombra na imagem acima pelo fato desse baixo ângulo do Sol não ter sido suficiente para iluminá-las. A imagem acima está localizada no Quadrante Bellicia do Vesta e o centro da imagem localiza-se nas coordenadas de 42.00 graus de latitude norte e 70.00 graus de longitude leste. A sonda Dawn da NASA obteve essa imagem com a sua câmera de enquadramento no dia 18 de Dezembro de 2011, através do filtro limpo da câmera. A distância entre a sonda e a superfície do Vesta no momento da imagem era de 200 quilômetros e a resolução da imagem é de 18 metros por pixel. Essa imagem foi adquirida já durante a fase LAMO, ou Low Altitude Mapping Orbit da missão da sonda Dawn no asteróide Vesta.

Asteróide vai bater na Terra em Março de 2013?


   Lembram-se do asteróide 2012 DA14, que vai passar por aqui em Fevereiro de 2013? O jornal humorístico Weekly World News, criou uma história inventada sobre um asteróide 2014 AZ5 que supostamente iria ser perigoso dia 17 de Março de 2013. Apesar de ser uma notícia inventada, o certo é que já está se espalhando pela internet como se fosse verdadeira…

Fonte: Megacurioso

10 de março de 2012

X-37B, um Ano em Órbita


   O vaivém espacial não tripulado X-37B (OTV-2) encontra-se há um ano em órbita terrestre após ter lido lançado dia 5 de Março de 2011, do Cabo Canaveral. A verdadeira missão do OTV-2 nunca foi divulgada pela Força Aérea dos Estados Unidos, mas responsáveis militares norte-americanos indicaram que o veículo está desempenhando as suas funções em órbita sem problemas. Equipado com painéis solares e com um volume de carga semelhante à de um pequeno carro de transporte, o X-37B deverá estar equipado com sistema de observação óptica e electrônica, levando a cabo missões de vigilância e observação sobre países tais como o Irã ou a China. Com uma missão originalmente prevista para ter uma duração de 270 dias, os responsáveis militares decidiram prolongar o voo não havendo de momento qualquer indicação sobre a data do seu regresso à Terra.

NASA Ativa Primeiro Posto de Combustível Espacial



   A NASA acaba de colocar em operação o primeiro posto de combustível espacial. Os astronautas a bordo da Estação Espacial Internacional ativaram a tão esperada missão RRM (Robotic Refueling Mission, ou missão de reabastecimento robótico). A seguir, ela foi controlada remotamente pelos operadores em terra. O "posto espacial" é uma estação experimental localizada do lado de fora da Estação e operada pelo robô espacial Dextre. Na verdade o chamado posto espacial é um laboratório, ainda não é capaz de abastecer um satélite de verdade. O objetivo dos testes é desenvolver as tecnologias, ferramentas e técnicas para permitir missões de reabastecimento robotizado de satélites artificiais em operação. Esta é a primeira vez que o Dextre, fabricado pela Agência Espacial Canadense, é usado para os objetivos principais para os quais ele foi projetado, ou seja, para apoiar experimentos científicos e tecnológicos. Durante os testes, engenheiros no Centro Espacial Johnson controlaram remotamente o Dextre para retirar as "tampas do tanque de combustível" normalmente usadas em satélites - as tampas são simulações montadas dentro do módulo RRM. Depois de tirar a tampa com sucesso, os engenheiros fizeram o reabastecimento e simularam diversas outras situações, incluindo a manipulação de peças dentro do módulo. O rack possui peças dos tipos mais comuns de satélites artificiais em operação, a maioria dos quais não foi projetada tendo o reabastecimento espacial em mente. O módulo RRM continuará sendo usado nos próximos dois anos para demonstrações e testes de técnicas e ferramentas. O objetivo final é usar o conhecimento obtido para desenvolver naves autônomas que possam ir ao espaço levar combustível para satélites que estejam ficando com o tanque vazio, o que normalmente significa o fim de sua vida útil.

Nascer da Lua no Observatório Lick


   Observada de um ponto de vista escolhido a dedo, durante o pôr-do-Sol, a bela Lua Cheia nasce por detrás do Monte Hamilton, a leste de San Jose, na Califórnia no dia 7 de Março. O disco lunar serve de moldura para o histórico Observatório Lick encravado no cume de 4.200 pés de altura na montanha. Na imagem acima, tanto o observatório como a Lua ecoam a cor quente da luz do Sol, já que a luz da Lua nada mais é que a reflexão da luz do Sol, filtrada pela longa passagem através da atmosfera. A refração substancial atmosférica contribui para que a borda da Lua se apresente de forma irregular, com um anel esverdeado. A Lua Cheia do mês de Março é conhecida como Full Worm Moon, ou Lua Cheia da Quaresma. Na foto acima, o domo do Telescópio Nickel de 40 polegadas do Lick está à esquerda. O grande domo à direita é a casa do grande telescópio refrator de 36 polegadas do Lick.

9 de março de 2012

NGC 1579: Trífida do Norte


   A colorida NGC 1579 lembra muito outra nebulosa muito mais bem conhecida, a Trífida, mas essa se localiza muito mais ao norte no céu da Terra, na heróica constelação de Perseus. Localizada a aproximadamente 2.100 anos-luz de distância e com aproximadamente 3 anos-luz de diâmetro, a NGC 1579 é, como a Trífida, um estudo em contrastante cores azul e vermelha, com linhas escuras de poeira proeminentes na região central da nebulosa. Em ambas, a poeira reflete a luz das estrelas produzindo assim a bela nebulosidade azul de reflexão. Mas, diferente da Trífida, na NGC 1579, o brilho avermelhado não vem da emissão de nuvens de gás hidrogênio brilhante excitado pela luz ultravioleta de uma estrela quente próxima. Ao invés disso, a poeira na NGC 1579 drasticamente diminui, fica avermelhado e espalha a luz de uma estrela extremamente jovem e massiva mergulhada em seu interior, que por si só é uma forte emissora de luz hidrogênio alfa caracteristicamente vermelha.

Hubble Observa Imensa Região de Formação de Estrelas


   
Esse massivo e jovem agrupamento estelar, conhecido como R136, tem poucos milhões de anos de vida e reside na Nebulosa 30 Doradus, uma região turbulenta de formação de estrelas localizada na Grande Nuvem de Magalhães, uma galáxia satélite à Via Láctea. Não se conhece na Via Láctea uma região de formação de estrelas tão grande e tão prolífica como a 30 Doradus. Muitas das estrelas azuis visíveis na imagem acima que parecem com diamantes, estão entre as estrelas mais massivas conhecidas. Algumas delas são 100 vezes mais massivas que o Sol. Essas estrelas já tem um destino traçado e em poucos milhões de anos devem explodir como supernovas.
A imagem acima, feita no comprimento de onda do ultravioleta, visível e na luz vermelha registrada pela Wide Field Camera 3 do Hubble se espalha por 100 anos-luz. A nebulosa é perto o bastante da Terra para que o Hubble consiga identificar estrelas de forma individual, dando assim aos astrônomos importantes informações sobre o nascimento e a evolução das estrelas. As estrelas brilhantes estão cavando profundas cavidades no material ao redor lançando luz ultravioleta e ventos estelares com força de um furacão, ou seja, jatos de partículas carregadas, expulsando para longe a nuvem de gás hidrogênio onde as estrelas nasceram. A imagem revela uma paisagem fantástica de pilares, cadeias e vales, bem como uma região escura no centro que parece grosseiramente com uma árvore de natal.
Além de esculpirem o terreno gasoso ao redor, as estrelas brilhantes podem também ajudar a criar uma sucessiva geração de novas estrelas. Quando os ventos alcançam as densas paredes de gás, eles criam choques, que podem gerar uma nova onda de nascimento de estrelas. Essas observações foram feitas entre os dias 20 e 27 de outubro de 2009. A cor azul é a luz das estrelas mais quentes e massivas, a cor verde é gerada pelo brilho do oxigênio e a cor vermelha pela fluorescência do hidrogênio.

Fonte: APOD

8 de março de 2012

Redemoinho em Marte Visto de Órbita!


   O Mars Reconnaissance Orbiter inclui uma câmera de alta resolução designada por HiRISE (High Resolution Imaging Science Experiment) que é responsável por algumas das mais belas imagens de Marte até à data. A operação da câmera está a cargo da Universidade do Arizona que mantém uma página na Internet com um arquivo a não perder. Nesta pequena nota, quero apenas chamar a vossa atenção para uma imagem recente particularmente espectacular. No dia 16 de Fevereiro passado, a HiRISE fotografou um “dust devil”, em português – redemoinho de poeira, numa região de Marte conhecida por Amazonis Planitia. A imagem é impressionante, especialmente quando pensamos que foi obtida a partir de órbita. A partir do tamanho da sombra projetada no solo foi possível calcular que a pluma de poeira libertada pelo redemoinho teria mais de 800 metros de altura e uma espessura de cerca de 30 metros. A forma ondulada da pluma resulta da trajetória do redemoinho na superfície e da interação com o vento na atmosfera.

Gumdrop Encontra Spider


   Essa imagem, feita em 6 de Março de 1969, mostra o módulo de comando e o módulo de serviço da Apollo 9 acoplados com o Módulo Lunar. O astronauta da Apollo 9, Dave Scott pode ser visto saindo pela escotilha do Módulo de Comando chamado de Gumdrop, acoplado ao Módulo Lunar apelidado de Spider na órbita da Terra. Seu companheiro de viagem espacial, Rusty Schweickart, piloto do módulo lunar, fez essa fotografia de uma espécie de varanda no módulo lunar. Dentro do módulo lunar estava o comandante da Apollo 9, Jim McDivitt. A tripulação usou esse vôo para testar manobras de aproximação e acoplamento que fizeram com que fosse possível realizar os pousos lunares.

7 de março de 2012

Olympica Fossae


   A imagem acima mostra a região de Olympica Fossae em Marte e foi feita pela câmera HiRISE da sonda MRO. A Olympica Fossae é um conjunto de vales com 420 km de extensão, ou fossas, no Quadrante de Tharsis em Marte. As fossas são criadas quando a crosta se estica e fratura ao longo de duas falhas paralelas. Quando isso acontece a área entre as duas falhas afunda e forma um vale. Os cientistas especulam que num ponto do passado de Marte os vales da Olympica Fossae serviram como canais de fluxo, redirecionando as inundações de água, enquanto que em outro ponto eles serviam como canais de lava. Isso é possível, pois Marte experimentou diferentes climas durante bilhões de anos.

Espetacular Explosão Solar Esta Madrugada!


   A região ativa 1429 voltou esta madrugada à carga com uma poderosa fulguração classe X5,4, uma das mais intensas do atual ciclo. A explosão produziu de imediato uma interrupção nas comunicações de rádio de alta frequência que afetou todo o hemisfério diurno terrestre durante alguns minutos. O fenômeno esteve ainda associado à libertação de uma brilhante ejeção de massa coronal que deverá passar amanhã nas proximidades da Terra e provocar uma forte tempestade geomagnética.

6 de março de 2012

A Galáxia Espiral Contorcida ESO 510-13


   Como a galáxia espiral ESO 510-13 teve sua forma distorcida? Os discos de muitas espirais são finos e achatados, mas não são sólidos. Os discos espirais são conglomerados de bilhões de estrelas e de gás difuso orbitando de forma gravitacional o centro da galáxia. Acredita-se que um disco achatado seja criado pela colisão de grandes nuvens de gás nos estágios iniciais de formação das galáxias. Discos contorcidos não são tão incomuns, e acredita-se que até mesmo a nossa galáxia, a Via Láctea, tenha uma pequena contorção. As causas das contorções das galáxias espirais ainda estão sendo investigadas, mas acredita-se que algumas dessas contorções seja o resultado de interações ou mesmo de colisões entre galáxias. A ESO 510-13 mostrada acima teve sua imagem digitalmente tratada para ficar mais nítida, ela localiza-se a 150 milhões de anos-luz de distância da Terra e tem aproximadamente 100.000 anos-luz de diâmetro.

“Arco-íris” é Encontrado na Nebulosa de Órion


   Apesar de estar a cerca de 1.500 anos-luz da Terra, a Nebulosa de Órion já foi descoberta há mais de 400 anos e muito já se estudou e observou sobre seu aspecto. Mesmo assim, telescópios da NASA e da Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês) ainda revelam imagens fascinantes: a disposição de estrelas ainda em seu estágio de formação, no meio da nebulosa, dá origem a um luminoso “arco-íris”. A foto resultante, no entanto, é produto de dois equipamentos: o Telescópio Spitzer, da NASA, e o Telescópio Herschel, da ESA. Ambos foram equipados com lentes sensíveis a raios infravermelhos, o que permitiu capturar as cores em comprimentos de onda que uma câmera normal não consegue identificar. Dessa forma, os tons de azul que aparecem na foto foram registrados pelo Telescópio Spitzer, que captou comprimentos de onda entre 8 e 24 micra (o plural da unidade mícron), enquanto os tons de verde e vermelho são produto das lentes do Telescópio Herschel, programadas para filtrar comprimentos de onda um pouco maiores, entre 70 e 160 micra. As diferenças nas observações de cada telescópio não foram apenas devidas aos raios luminosos: o objetivo era monitorar toda a matéria proveniente de uma Nebulosa, que nada mais é do que um conjunto de plasma, hidrogênio e poeira cósmica. Enquanto o Telescópio Herschel observou as emissões de poeira cósmica fria, uma vez por semana durante um mês e meio, o Spitzer fez o mesmo com a poeira quente. Ao longo deste curto tempo de observação (seis semanas), o brilho das estrelas observadas variou em mais de 20%. Isso surpreendeu os cientistas, que esperavam tal variação em um período de anos. Ou seja, o brilho das estrelas oscilou muito rapidamente na nebulosa. De acordo com os cientistas, há duas hipóteses para essa variação tão acelerada: ou os filamentos de gás circulam pela superfície da estrela em ritmo intenso, ou esta matéria se movimenta de forma a criar “sombras” na estrela, que ocultam seu brilho em alguns momentos. Em ambos os casos, contudo, a conclusão é a mesma: trata-se de uma intensa atividade que caracteriza estrelas jovens, recém nascidas, nas quais as nuvens de gás, poeira e outras substâncias ainda estão se adaptando e rearranjando. Tal atividade acaba originando movimentos constantes.

Sonda Cassini Detecta Oxigênio em Lua de Saturn


   A sonda espacial Cassini detectou oxigênio em uma baixa concentração em Dione, uma das luas de Saturno, o que indica que o planeta teria uma tênue atmosfera, embora muito menos densa que a da Terra. "A sonda Cassini encontrou pela primeira vez íons de oxigênio molecular na gelada lua de Saturno de Dione", anuncia um comunicado emitido nesta sexta-feira pela equipe encarregada da missão. No entanto, os íons de oxigênio estão muito dispersos - um por cada 11 centímetros cúbicos -, o que faz esta concentração equivalente à da atmosfera da Terra a uma altura de 480 quilômetros. "Agora sabemos que Dione, da mesma forma que os anéis de Saturno e sua lua Rhea, é uma fonte de moléculas de oxigênio", indicou Robert Tokar, um membro da missão Cassini no Laboratório Nacional de Los Álamos (EUA). Em sua opinião, esta descoberta confirma que o oxigênio é comum no sistema de luas de Saturno e que pode surgir em processos que não implicam formas de vida. O oxigênio, elemento básico para a vida na Terra - onde sua concentração na atmosfera chega a cerca de 21% -, poderia se originar nas luas de Saturno devido a fótons solares ou partículas de energia que impactam contra a superfície de água gelada do satélite. Os cientistas não pensavam que Dione, devido a seu pequeno tamanho, pudesse abrigar uma atmosfera. A nova descoberta faz deste pequeno satélite um objeto de estudo muito mais interessante. A sonda Cassini, lançada em 1997, é uma missão que conta com a participação da Nasa, da Agência Espacial Europeia (ESA) e da Agência Espacial Italiana, cujo objetivo é estudar as mudanças climáticas em Saturno e em suas luas.

4 de março de 2012

Outra Cauda Para o Cometa Garradd


   O impressionante cometa Garradd (C2009/P1) tem se tornado conhecido por ter duas caudas distintas, como já foi mostrado anteriormente aqui no blog. Do ponto de vista dos observadores na Terra essas duas caudas são vistas em lados opostos da coma esverdeada do cometa. Na imagem telescópica acima, a cauda de poeira pode ser vista se expandindo à direita do cometa, deixando o rastro do núcleo do cometa em sua órbita. Sendo projetada em direção oposta ao Sol, uma familiar cauda de íons aparece varrendo o céu para a esquerda. Mas o cometa também parece ter, pelo menos de forma temporária, uma segunda cauda de íons que foi registrada nessa imagem aqui reproduzida no dia 24 de Fevereiro de 2012. Outras imagens do cometa Garradd têm mostrado as mudanças ocorridas com a estrutura da cauda de íons criada à medida que o plasma é atingido pelos campos magnéticos no vento solar. Movendo-se agora mais rapidamente nos céus do hemisfério norte, no dia 5 de Março de 2012, o cometa Garrad irá alcançar o seu ponto mais próximo da Terra, algo em torno de 10.5 minutos-luz de distância.

Fonte: Jornal Ciência

Oposição de Marte


   Hoje é dia de oposição de Marte. Uma oposição ocorre quando Marte, a Terra e o Sol estão perfeitamente alinhados e os dois planetas estão “do mesmo lado” da órbita, algo que ocorre de 26 em 26 meses. No entanto, como as órbitas não estão exatamente no mesmo plano e a órbita de Marte é mais excêntrica que a da Terra, a distância entre os dois planetas em oposição não é sempre a mesma. Em 27 agosto de 2003 ocorreu a última oposição em que os planetas estiveram mais próximos (a apenas 56 milhões de km). Esta foi uma oposição periélica (de periélio, o ponto de maior aproximação ao Sol). Na oposição de hoje, os dois planetas estão na oposição mais distante (cerca de 101 milhões de km). Esta é uma oposição afélica (de afélio, o ponto de maior afastamento do Sol). A próxima oposição periélica será em 27 julho 2018, com os dois planetas a cerca de 57,6 milhões km de distância. Na imagem, os objetos NÃO estão representados à escala de tamanho, embora a escala da distância (isto é, o desenho das órbitas), seja aproximadamente o correto.

2 de março de 2012

Astrônomos Descobrem Nova Técnica Para Detectar Vida no Universo


   Astrônomos encontraram evidências de vida no planeta Terra ao observar a Lua com o Very Large Telescope (VLT), do Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês). A informação não é nova e parece óbvia, mas a técnica utilizada por uma equipe internacional para detectar a vida terrestre pode levar a descobertas de vida em outros locais do Universo. O trabalho será publicado amanhã na revista Nature. "Usamos uma técnica chamada observação da luz cinérea para observar a Terra como se esta fosse um exoplaneta", diz Michael Sterzik, autor principal do artigo científico que descreve estes resultados. "O Sol ilumina a Terra e essa radiação é refletida para a superfície da Lua. A superfície lunar atua como um espelho gigante e reflete a radiação terrestre de volta à Terra - é essa radiação que observamos com o VLT." Os astrônomos analisaram a fraca luz cinérea procurando indicadores, tais como algumas combinações de gases existentes na atmosfera terrestre, que são marcadores de vida orgânica. Este método estabelece a Terra como um marco na futura procura de vida em outros planetas. As impressões digitais da vida, ou assinaturas biológicas, são difíceis de encontrar por métodos convencionais, mas a equipe foi pioneira de uma nova metodologia, que é bastante sensível. Em vez de procurar apenas quão brilhante é a radiação refletida em diferentes cores, observa-se também a polarização da radiação. Ao aplicar esta técnica à luz cinérea observada com o VLT, as assinaturas biológicas na radiação refletida da Terra aparecem sem margem para dúvidas. O pesquisador Stefano Bagnulo explica as vantagens. "A radiação emitida por um exoplaneta distante é muito fraca em relação ao brilho da sua estrela hospedeira, por isso é muito difícil de analisar - é um pouco como estudar um grão de poeira que se encontre ao lado de uma lâmpada muito brilhante. Mas a radiação refletida pelo planeta é polarizada enquanto que a radiação emitida pela estrela hospedeira não é. Por isso, as técnicas de polarimetria ajudam-nos a isolar a fraca radiação refletida de um exoplaneta." A equipe estudou tanto a cor como o grau de ionização da radiação emitida pela Terra após a sua reflexão pela Lua, tal como se a luz viesse de um exoplaneta. Por meio dos resultados, conseguiu deduzir que a atmosfera terrestre é parcialmente nublada, que parte da superfície se encontra coberta por oceanos e - mais importante ainda - que existe vegetação. A equipe conseguiu inclusive detectar variações na cobertura de nuvens e na quantidade de vegetação em épocas diferentes, correspondentes às diferentes partes da Terra que refletiam radiação na direção da Lua. Encontrar vida fora do Sistema Solar depende de duas coisas: se essa vida existe efetivamente e se temos capacidade técnica para detectá-la", acrescenta o também autor Enric Palle. "Este trabalho dá um passo importante na direção de atingirmos tal capacidade. Segundo os cientistas do ESO, a nova geração de telescópios, tais como o E-ELT (o European Extremely Large Telescope), pode nos trazer a notícia extraordinária de que a Terra não é o único planeta portador de vida na imensidão do espaço.

Telescópio Spitzer Encontra Jatos Escondidos


   O Telescópio Spitzer da NASA fez essa imagem de uma estrela bebê expelindo dois jatos idênticos (as linhas verdes emanando da estrela difusa). O jato na direita já havia sido visto antes em imagens feitas com a luz visível, mas o jato à esquerda, gêmeo idêntico do primeiro jato, só poderia ser visto em detalhe com os detectores infravermelhos do Spitzer. O jato da esquerda estava escondido atrás de uma nuvem escura, a qual o Spitzer pode ver através. Os jatos gêmeos, no sistema chamado de Herbig-Haro 34, são feitos de nós idênticos de gás e poeira, ejetados um após o outro de áreas ao redor da estrela. Estudando o espaçamento desses nós, e conhecendo a velocidade com a qual os jatos são expelidos de estudos anteriores, os astrônomos são capazes de determinar que o jato da direita esteja ejetando material, 4,5 anos depois do contra jato. Os novos dados também revelam que a área de onde os jatos se originam está contida dentro de uma esfera ao redor da estrela com um raio de 3 unidades astronômicas. Uma unidade astronômica é a distância entre o Sol e a Terra. Estudos anteriores estimaram que o tamanho máximo da zona que está gerando os jatos era 10 vezes maior. O material é composto de gás e poeira. Ondas de choque em forma de arco podem ser vistas no final dos jatos gêmeos. As ondas de choque consistem de material comprimido localizado na frente dos jatos. Os jatos do Herbig-Haro 34 estão localizados a aproximadamente 1.400 anos-luz de distância na direção da constelação de Órion.

Novo Modelo Explica Formação dos Planetas


   Um novo estudo, que será publicado na edição de março do periódico Planetary and Space Science, propõe que os planetas nasceram ao mesmo tempo que o Sol, a partir de uma nuvem de gás fria. A idéia é contrária ao modelo mais aceito atualmente, uma variação da hipótese nebular, segundo a qual planetas resultam de colisões que ocorrem depois da formação da estrela a partir de uma nuvem quente e achatada, na forma de um disco, conforme a figura acima. A hipótese nebular é o modelo mais aceito para explicar a formação e evolução do Sistema Solar. Foi proposto originalmente em 1734 pelo sueco Emanuel Swedenborg e atualizado ao longo do século XIX e XX por muitos cosmólogos. A variação mais aceita foi proposta pelo russo Victor Safranov e pelo americano George Wetherill durante a década de 1970. De acordo com a hipótese, as estrelas se formam dentro de densas e massivas nuvens de hidrogênio. Depois disso, um disco de gás se forma em volta da estrela, e planetas rochosos podem se formar a partir dele por meio da colisão caótica de grandes pedaços acumulados de matéria. Os planetas gasosos seriam formados por vários pedaços de gelo distantes da estrela. Embora dominante, esta teoria não consegue explicar diversas características do Sistema Solar, daí o interesse por novas hipóteses. De acordo com os autores do estudo, Anne Hofmeister e Robert Criss, ambos da Washington University em St. Louis, EUA, o modelo antigo não é convincente ao tentar explicar por que os planetas se organizam em órbitas, por que possuem movimento de rotação e por que os planetas mais próximos do Sol são rochosos, e os mais distantes, gasosos. A idéia apresentada por Anne e Criss usa as leis da física para explicar por que uma nuvem de gás entrou em colapso formando o Sol e os planetas ao mesmo tempo. Anne explica que o primeiro acontecimento foi a formação de núcleos rochosos próximos do Sol. Esses núcleos se transformaram nos planetas rochosos. "A nuvem de gás começou a se contrair, e os núcleos rochosos se formaram para conservar a rotação da nuvem", diz. A especialista explica que os núcleos também atraem gás, mas apenas quando estão longe do Sol. "Só assim eles conseguiram competir com a força gravitacional do Sol para atrair o gás para si". Isso explicaria a formação dos planetas gasosos, como Júpiter e Saturno. O novo modelo, afirmam os autores, explicaria também a formação de planetas fora do Sistema Solar. Segundo os especialistas, o telescópio Hubble ajuda a comprovar a proposta. O observatório já registrou estrelas nascendo dentro de nuvens frias. Criss afirma que existem evidências observáveis de que o modelo do disco achatado e quente está errado. "Não faz sentido que um bando de colisões aleatórias entre objetos pesados e maciços vá produzir um Sistema Solar com planetas orbitando a estrela em um plano magnífico, com todos os mundos girando para o mesmo lado”, diz. "Seria o mesmo que ativar uma bomba nuclear e esperar que todas as árvores caiam de maneira organizada."
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